O Olhar que Escuta
Cada gesto revela histórias,
e a alma compreende o que o som não diz.
✨ Veja também o blog parceiro:
Teeh Sant'Anna — Poemas e Silêncios
Cada gesto revela histórias,
e a alma compreende o que o som não diz.
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Entre páginas e palavras, descobrimos mundos inteiros.
Venha se encantar com um momento especial dedicado à leitura.
Teeh
➡ Ler no Blog TeehEntre Azuis e Mandalas
No azul-petróleo do espaço,
uma mandala brilha em silêncio,
como o coração que pulsa
entre flores e geometrias.
Ela sorri, leve, tocando a orelha,
vestida em rendas que acariciam o vento,
um azul-acinzentado que dança
com a luz do ponto central brilhante.
Colunas guardam segredos em branco e verde,
flores se inclinam, prestando homenagem,
e o tempo parece suspenso
no instante de pura elegância e paz.
Teeh Sant Anna murmura no canto,
assinando o momento
onde a beleza e a serenidade
se encontram sem pressa, sem forma.
Nas mãos, o gesto que fala,
no olhar, o abraço que acolhe.
Entre o silêncio e a voz,
florescem histórias e versos,
um jardim onde cada palavra
é semente de inclusão.
Celebramos o viver,
costurando notícias e poesias
como quem borda o mundo
com fios de respeito e esperança.
Do sentir ao agir,
somos rio que liga margens,
ponte que une diferenças,
mãos abertas para tocar corações.
✒️ Por Therezinha Sant’Anna
Versos de Teeh que falam com as mãos, tocam o olhar e escutam o coração.
Descubra mais no blog Teeh e percorra nossa ponte de palavras.




By Therezinha Sant' Anna
A voz dos surdos são as mãos que pensam, sonham e expressam.
A Língua de Sinais envolve movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mas significam a possibilidade de organizar ideias, estruturar o pensamento e manifestar o significado da vida para os surdos. Pensar sobre a surdez requer entrar no mundo deles e ouvir as mãos, que com alguns movimentos nos mostram que o contato é possível.
Não é fácil, para surdos e ouvintes, entender uma cultura diferente. Para que não sejamos estrangeiros na cultura do outro, é preciso aceitação e respeito mútuos.
Os surdos precisam de sua língua especial, a LIBRAS, que tem ritmo e vibração próprios. São bilíngues. Para trabalhar com surdos, é essencial aprender sua língua.
É preciso mergulhar na cultura surda, ir ao seu encontro, entender seu silêncio, aceitar e falar sua linguagem.
Um passo essencial é a humanização e o fortalecimento da identidade surda, respeitando suas diferentes culturas.
A falta de acessibilidade na mídia, de legendas e de comunicação total ainda discrimina e limita o surdo.
Mesmo sem ouvir, eles podem "ouvir com os olhos" e "falar com as mãos" — a chave para uma boa comunicação.
É vital que se comuniquem por Libras e leitura orofacial. São pessoas com os mesmos direitos, sentimentos, receios e sonhos que todos nós.
Famílias que ignoram o surdo, sem diálogo e confiança, contribuem para seu isolamento.
Para aprender o sentido da vida, é preciso amar a vida. Os surdos fazem parte de uma nação e merecem respeito e igualdade.
Semeie mais amor, respeite o ser humano e ofereça oportunidades iguais para todos.



